Archive for the Tristes Category

A PÁGINA NEGRA DA VIDA

Posted in Tristes with tags , , on 26/09/2009 by Carlos Jorge

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A PÁGINA NEGRA DA VIDA

Faz frio e chove muito…
O som da chuva me faz pensar,
Nas lágrimas que agora ela está a derramar…
Talvez não fosse seu intuito.

Mas graças a ela agora estou magoado,
Ainda me lembro do seu rosto encharcado…
E também de não olhar para trás a cada passo dado.
Sinto que meu coração foi abalado.

Silenciosamente ela grita por mim,
Mas tudo o que penso é o não, e não o sim…
Sei que somos humanos… Por isso erramos.
Mas nós humanos também sangramos…

Posso não derramar uma lágrima agora…
Mas posso sentir que a minha alma chora,
No presente momento meu coração sangra,
Significa que ele ainda te ama.

Carlos Jorge, 26 de setembro de 2009

Quando eu me indago

Posted in Tristes with tags on 06/03/2009 by Carlos Jorge

QUANDO EU ME INDAGO

Qual é o real motivo?
É para isso que eu vivo?
Eu tentei me apartar da solidão
Tentei descongelar meu coração…
Mas o que há comigo então?
Porque a minha alma diz que não?

Estou certo que já percebo…
O que se passa comigo.
Absorvo tudo que recebo…
Este é meu pior inimigo.
Por isso eu vivo com medo…
Por isso eu não me instigo.

Agora preciso GRITAR!

ESTOU FICANDO FRIO,
ESTÁ TUDO FICANDO ESCURO,
MINHA MENTE ESTÁ TALHADA,
NÃO CONSIGO ENTENDER O MUNDO…
EU QUERO SER NORMAL,
NÃO QUERO SER UM VEGETAL!

Carlos Jorge, 5 de Março de 2009

Agulhas

Posted in Tristes on 07/09/2008 by Carlos Jorge

AGULHAS
Autor:
Carlos Jorge

Por quê?
Eu tento aproximar-me…
Mas as agulhas…
Rasga-me,
Fere-me,
Dói muito…
E eu tenho que recuar…
Por quê?
Não há saída?
Não há solução?
Mexer em chagas abertas…
Agulhas, pontiagudas…
Perfuram meu coração…
Não… Não vou dizer “Não”.
POR QUÊ?
Eu até posso senti-las…
Entrando… Perfurando…
São frias… Mórbidas.
Por quê?
Eu não sei…

7 de Setembro de 2008

Coração de Pedra

Posted in Tristes on 26/06/2008 by Carlos Jorge

CORAÇÃO DE PEDRA
Autor: Carlos Jorge

Coração que amou também chora.
Ele fica ali no canto dele
Apenas pensando em seus erros…
Com medo de cometê-los de novo.
E depois de muito pensar…
Ele volta a chorar, até cansar…
E quando não pode mais respirar…
Ele adormece profundamente…
Petrifica-se completamente…
E então ele perde o tato…
Depois disso ele não sente mais nada.
Ele não serve para mais nada.

26 de junho de 2008

Padecer Mental

Posted in Tristes on 26/04/2008 by Carlos Jorge

PADECER MENTAL

Autor: Carlos Jorge

Abandonar é a palavra,

Não pode achar conforto neste mundo,

Tão útil quanto uma prostituta doente,

Varrido para fora pelas rachas em baixo da porta.


Eu não posso parar o pensamento,

Está correndo na escuridão,

Todos os inativos têm que decidir,

Inativos mudam, não conseguem parar por muito tempo.


De joelhos, sangrou no chão,

Essa vida promissora não queria mais,

Então abriu os olhos e viu que estava só,

Morreu em minha mente, está frio até os ossos.


21 de abril de 2008

Adeus Mundo Cruel

Posted in Tristes on 26/04/2008 by Carlos Jorge

ADEUS MUNDO CRUEL

Autor: Carlos Jorge

Minha alma não está à venda,

Mas coração que restou em mim,

Está morrendo depressa.


Uma pedra pode matar esse amor,

Jogue uma pedra e alivie minha dor,

Jogue outra pedra para selar meu destino.


Pois eu não acredito mais nesse mundo,

Não mais, nunca mais…

Não acredito em mim.


Se eu pudesse superar isso,

Eu estaria salvo…

Alguém pode me salvar?


Se eu morrer por amor,

Seria como morrer escravizado,

Jogue uma pedra e alivie minha dor,


Segundas chances são poucas,

E são tão distantes entre si.

O desejo de mudar essa situação me ilude,


Pois eu não acredito mais nesse mundo,

Não mais, nunca mais…

Não acredito em mim.


Adeus mundo cruel,

Pelo menos me veja morrer…

Adeus… Mundo cruel.


20 de abril de 2008

Agônico

Posted in Tristes on 26/04/2008 by Carlos Jorge

AGÔNICO

Autor: Carlos Jorge


Estou hesitante no que eu proferi,

Jazer relutante e assim me feri…

Não é por que quero…

A minha carne repudia…

Mas Minha alma contradizia…


Porque me sinto assim?

Porque eu sou assim?

Porque eu penso assim?

Porque eu fiquei assim?

Por quê? Isso não sai de mim?


Eu sou encalistrado,

Eu não nego isso…

Estou envergonhado,

Pois, não esqueço disso…


Isso vem e me encontra…

Isso vem e me assombra,

É como uma sombra…

Eu não presto atenção,

Mas está sempre no chão…


E quando penso que não…

Eu vejo aquilo, e então…

Começo a sofrer,

É sem querer… Por que…?

Alguém! Ajude-me… Ajude-me…


Salve-me…

Salve-me…

Salve-me…

Salve-me de mim…

Não consigo viver assim.


9 de fevereiro de 2008