Archive for the Noturno Category

Procurando Beleza em Espaços Negativos

Posted in Noturno on 04/07/2008 by Carlos Jorge

PROCURANDO BELEZA EM ESPAÇOS NEGATIVOS
Autor:
Carlos Jorge

A beleza está aqui, mas não enxergo…
E vivo procurando… No sombrio…
Ela me vê, ela me toca, ela me sente.
Mas eu não a vejo!
Não consigo tocá-la!
E tão pouco consigo senti-la!
Mas estou procurando…
Pois meu sonho é encontrá-la,
Sei que é difícil. Mas não impossível.
Estou cego, no escuro e sozinho…
Procurando sem ver nem tocar,
Procurando uma coisa que só se acha…
Usando o coração.
Desta forma… Eu vejo, eu sinto.
É assim que vou encontrar…
O amor…
A beleza que tanto procuro…
Neste espaço de caos e desordem.
Eu continuo buscando…
E sei que um dia eu vou achar.

2 de Julho de 2008

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Abra Seu Coração

Posted in Noturno on 18/12/2007 by Carlos Jorge

ABRA SEU CORAÇÃO

Autor: Carlos Jorge

Trovão, gritos, raios!

Furacões, enchentes…

O que faremos?

Crianças choram, medo, pavor!

Abra seu coração!

Escuridão, criaturas sombrias…

Para onde vamos?

Não tenha medo, confie em mim!

Ninguém vai nos fazer mal,

Pois meu coração é puro!

Trevas, ódio, medo!

Nada disso me afeta!

Abra seu coração e tudo ficará bem!

6 de dezembro de 2007

Evanescente

Posted in Noturno on 30/11/2007 by Carlos Jorge

EVANESCENTE
Autor:
Carlos Jorge

Em meu orbe, você não existe mais…

Eu fiz o impossível para te abrandar

Mas agora me indago… Fiz eu o certo?

Tenho receio de arrepender-me empós,

E se eu não conseguir viver assim?

E se você não deslembrar de mim?

Esse cálice me domina…

Coisas que não compreendo,

Mas continuo vivendo… Aprendendo…

Meus pensamentos e memórias…

Evanescentes…

E agora? O que farei?

Estou deslembrando? É isso mesmo?

Acaso astuto que me pegara despreparado…

Tenho receios, tenho muito medo…

Dá-me uma lucidez, tudo evanesce…

Não entendo… É como se eu quisesse.

26 de novembro de 2007

Presas Selvagens

Posted in Noturno on 25/11/2007 by Carlos Jorge

PRESAS SELVAGENS
Autor:
Carlos Jorge

Ele se mantém nas pontas dos pés

Pronto para atacar com presas selvagens!

Sua visão aguçada lhe permite ver

Ver coisas que ninguém consegue

Quem é? Você sabe quem eu sou?

Seu cúmplice é sua sombra

Suas presas selvagens brilham

Com elas ele se alimenta…

Sempre expostas e prontas pro ataque!

As correntes se partem ele se liberta

Célere como o vento, ardente como fogo…

Nada o impede de realizar suas façanhas!

É o dono de suas próprias ações

Quando ele quer, ninguém sobra!

Suas presas selvagens estraçalham

Seu desejo primitivo é seu guia…

Motivado sempre por teus sonhos

Ele não desiste de viver, vai até o fim!

Não existe descanso, ele não carece…

Seu corpo e mente evoluem mais e mais

Este ser tão extraordinário vive

Será que há algo capaz de pará-lo?

Há alguém no mundo capaz disso?

“Apenas eu mesmo sei responder isso”.

20 de novembro de 2007

Soturno

Posted in Noturno on 24/11/2007 by Carlos Jorge

SOTURNO
Autor:
Carlos Jorge


Quando o empíreo veste seu véu negro

Sinto-me inebriado por completo

Gemidos de alacridade, estou ledo…

Nossa! Eu amo tanto a escuridão!

Ela regenera o meu coração…

É o cério que acende a minha alma

Sinto dentro do meu ser, queimando…

Amo a noite, casei-me com a solidão.

Na calada da noite, estarei lá…

Vagando nas sombras, soturno…

Contemplando o luar, taciturno…

É a minha lide, é a minha vida.


19 de novembro de 2007