O Andarilho 2: “Cólera”


O ANDARILHO II:“Cólera”
Autor:
Carlos Jorge

Mais uma noite se vai, e lá está ele…
O Andarilho recém-chegado continua preso
Acorrentado e enjaulado como um animal,
Esquecido na escuridão de sua tristeza
A hora do desespero já passou,
É chegada a hora da revolta!
O errante da cólera se apossou, o ódio ele abraçou.
Da cela maldita ele escapou e dos injustos se vingou…
Sua ira destrutiva queima almas como se fosse papel
O céu ficou nebuloso, raios iluminavam o lugar.
Os rios ferveram como o sangue nas veias do errante.
As ruas ficaram vermelhas com sangue…
Até a mais firme rocha se torna insignificante,
O doce sabor da vingança ele provou.
Os maus foram assolados pelo mal.
Porém, quando a cólera passa…
A solidão ocupa-se do seu escuro coração
E mais uma vez ele segue um caminho torto
Um caminho cego, procurando o que não se vê.
Graças à sua cólera, você é livre.
Mas lembre-se Andarilho, um dia…
Esse monstro que há em você, irá lhe cobrar…
E se você se descuidar, da morte não escapará,
O Andarilho prossegue, a busca por nada continua,
Como um lobo solitário.

26 de outubro de 2007

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