Arquivo para novembro, 2007

Evanescente

Posted in Noturno on 30/11/2007 by Carlos Jorge

EVANESCENTE
Autor:
Carlos Jorge

Em meu orbe, você não existe mais…

Eu fiz o impossível para te abrandar

Mas agora me indago… Fiz eu o certo?

Tenho receio de arrepender-me empós,

E se eu não conseguir viver assim?

E se você não deslembrar de mim?

Esse cálice me domina…

Coisas que não compreendo,

Mas continuo vivendo… Aprendendo…

Meus pensamentos e memórias…

Evanescentes…

E agora? O que farei?

Estou deslembrando? É isso mesmo?

Acaso astuto que me pegara despreparado…

Tenho receios, tenho muito medo…

Dá-me uma lucidez, tudo evanesce…

Não entendo… É como se eu quisesse.

26 de novembro de 2007

Simpática

Posted in Normal on 29/11/2007 by Carlos Jorge

SIMPÁTICA
Autor:
Carlos Jorge


Tens uma aptidão única,

Incrível como tu agradas,

Sensível jeito de menina,

Uma coisa que me fascina,

Sem querer tu me cativas,

Com teu doce jeito de menina,

Simplesmente doce e linda,

Sorriso gracioso, simpática…

É Isso! Você é simpática!

Era esse o adjetivo…

Simpatia sem motivo,

Um carinho desmedido.

24 de novembro de 2007

O Andarilho III: “Descobrindo o Amor”

Posted in Narrativos with tags on 27/11/2007 by Carlos Jorge


O ANDARILHO III: “Descobrindo o Amor”
Autor: Carlos Jorge

Ele se cansou finalmente de andar…

Pois nada ele consegue encontrar,

O Andarilho então se permite repousar

À beira de um fluvial, onde ele lava o pó do rosto…

Seu olhar singelo vê um reflexo sublime na água

E ao erguer-se… Lá está… A mais bela das ninfas.

E sem reagir ou pensar, o Andarilho treme…

De repente, um sentimento brota em seu coração.

E como feitiçaria, um coração amargurado de ódio…

Logo se converteu em um coração humano…

E não demorou muito para aquele ser o notar.

Seus olhos verdes como esmeraldas brutas,

O esquadrinhava, então ela sorriu docemente…

E ainda sem autoridade de seu corpo…

Nada faz o Andarilho, apenas a observava.

Como se contemplasse a visão do Éden

E ambos conservam-se entorpecidos…

Mas o Andarilho não sabe amar…

Isso tudo é novo para ele,

Ele nada pode fazer… Nada pode pensar…

A não ser abandonar aquele lugar

Pobre Andarilho, talvez ele tenha encontrado…

Encontrado o que tanto procura

Será que descobriu a razão de sua existência?

Viver sozinho? Viver vagando?

Ou…

Viver junto? Viver amando?

Difícil decidir, difícil resistir…

O Andarilho fará o que for sensato.

Pois é seu próprio destino em mãos…

E dependendo de sua escolha…

Será o destino de duas pessoas em jogo

O Andarilho caminha pela água rasa…

E vai ao encontro da ninfa,

Ele a olha profundamente nos olhos…

Ela retribuiu com outro olhar penetrante…

Como termina a história?

Depende do que algumas pessoas pensam…

O que você acha?

23 de novembro de 2007

FIQUE E JOGUE!

Posted in Reflexão on 26/11/2007 by Carlos Jorge

FIQUE E JOGUE!
Autor:
Carlos Jorge

E cá estamos…

Você não almeja isso…

Eu também não…

Mas aconteceu…

Agora fique e jogue!

Deixa comigo, é minha vez.

Eu vou mostrar duma vez…

Para que estou aqui.

Fique e jogue!

Eu dou meu passo,

Depois é você…

E o jogo segue…

Ora eu volto dois passos…

Ora avanço três passos…

O jogo tem regras

E você sabe disso

Fique e jogue!

Você dá seus passos…

Eu dou meus passos…

Ora batemos de frente

Ora estamos diferentes

É um jogo, então…

Fique e jogue!

VOCÊ ACHA QUE EU QUERO?

VOCÊ ACHA QUE PEDI PRA JOGAR?

Você é idiota?

CALE A BOCA E JOGUE!

FIQUE E JOGUE!!

22 de novembro de 2007

Presas Selvagens

Posted in Noturno on 25/11/2007 by Carlos Jorge

PRESAS SELVAGENS
Autor:
Carlos Jorge

Ele se mantém nas pontas dos pés

Pronto para atacar com presas selvagens!

Sua visão aguçada lhe permite ver

Ver coisas que ninguém consegue

Quem é? Você sabe quem eu sou?

Seu cúmplice é sua sombra

Suas presas selvagens brilham

Com elas ele se alimenta…

Sempre expostas e prontas pro ataque!

As correntes se partem ele se liberta

Célere como o vento, ardente como fogo…

Nada o impede de realizar suas façanhas!

É o dono de suas próprias ações

Quando ele quer, ninguém sobra!

Suas presas selvagens estraçalham

Seu desejo primitivo é seu guia…

Motivado sempre por teus sonhos

Ele não desiste de viver, vai até o fim!

Não existe descanso, ele não carece…

Seu corpo e mente evoluem mais e mais

Este ser tão extraordinário vive

Será que há algo capaz de pará-lo?

Há alguém no mundo capaz disso?

“Apenas eu mesmo sei responder isso”.

20 de novembro de 2007

Soturno

Posted in Noturno on 24/11/2007 by Carlos Jorge

SOTURNO
Autor:
Carlos Jorge


Quando o empíreo veste seu véu negro

Sinto-me inebriado por completo

Gemidos de alacridade, estou ledo…

Nossa! Eu amo tanto a escuridão!

Ela regenera o meu coração…

É o cério que acende a minha alma

Sinto dentro do meu ser, queimando…

Amo a noite, casei-me com a solidão.

Na calada da noite, estarei lá…

Vagando nas sombras, soturno…

Contemplando o luar, taciturno…

É a minha lide, é a minha vida.


19 de novembro de 2007

Seu Abraço…

Posted in AMOR on 24/11/2007 by Carlos Jorge


SEU ABRAÇO…
Autor:
Carlos Jorge


Nada é mais agradável

Do que teu abraço

Bem apertado,

Como é bom…

Sinto-me seguro,

Seu abraço,

Tensiolítico

Quando você chega…

E me abraça

Me aperta, me afaga!

Sinto-me bem-aventurado,

Sinto-me nas nuvens…

Vem… Vem me abraçar!

Me apertar, me afagar!

Abrace-me, meu amor…

Quero sentir teu calor…

Ouça, ouça meu clamor…

Sou teu amor…

Sou seu bicho de pelúcia

Me abraça, me afaga…

Basta abrir os braços…

E correrei até você…

Sempre!


19 de novembro de 2007